Padre agiu em legítima defesa ao atropelar ladrão de igreja, diz advogado

O advogado César Augusto Moreira, que defende o frei Gustavo Trindade dos Santos, de 37 anos, investigado por atropelar um homem que furtou uma igreja em Santa Cruz do Rio Pardo e não prestar socorro, disse nesta quarta-feira (11) que o padre agiu em legítima defesa.

Moreira, o advogado Rafael Rosário Ponce e o frei estiveram no fórum da cidade à tarde. Depois, foram a Ribeirão Preto (SP), cidade natal do sacerdote, onde ele vai ficar por dois dias até ir para São Paulo (SP).

O advogado ainda informou que o frei relatou que a paróquia é alvo constante de furtos e citou o artigo 301 do Código de Processo Penal, que diz que qualquer cidadão pode deter alguém que esteja em situação flagrante.

“A lei diz que qualquer do povo pode prender uma pessoa que estiver em situação de flagrante”, disse.

Pedido de prisão negado

A Justiça negou o pedido de prisão preventiva feito pela Polícia Civil contra o padre investigado, na terça-feira (10). O Ministério Público havia recomendado o indeferimento do pedido no mesmo dia.

O juiz Pedro de Castro e Sousa negou o pedido de prisão com o argumento de que, embora haja gravidade na conduta, a Justiça entende que o frei não oferece risco, e que os advogados estão colaborando com as investigações.

No entanto, o juiz concedeu a quebra de sigilo dos dados telefônicos, considerando que, até o momento em que a decisão foi proferida, o investigado não havia se apresentado para ser ouvido.

A decisão da Justiça determina que as empresas de telefonia forneçam os históricos de chamadas telefônicas, com todas as ligações e mensagens, efetuadas e recebidas, entre 7 de maio de 2022 e 9 de maio do mesmo ano.

Fonte: G1